{"id":4333,"date":"2016-11-17T10:35:13","date_gmt":"2016-11-17T13:35:13","guid":{"rendered":"https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/?p=4333"},"modified":"2016-11-18T09:40:31","modified_gmt":"2016-11-18T12:40:31","slug":"consciencia-negra-caminhos-abertos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/index.php\/2016\/11\/17\/consciencia-negra-caminhos-abertos\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia Negra: caminhos abertos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Sonia Bressan Vieira-Profa orientadora<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>I\u00e1ra Souza da Rosa-Acad\u00eamica Bolsista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos numa sociedade que pode ser caracterizada como plural, complexa e desigual. Diversidades de vozes e de narrativas buscam visibilidade. Nesse contexto, o Observat\u00f3rio de Estudos Culturais &amp; Diversidades- Projeto de Extens\u00e3o da URI-S\u00e3o Luiz Gonzaga enfatiza o Dia da Consci\u00eancia Negra como uma das formas de reflex\u00e3o sobre v\u00e1rios eixos de desigualdades e de subordina\u00e7\u00e3o moldado pelo padr\u00e3o colonial brasileiro. Inicialmente, a tem\u00e1tica era enfatizada no dia 13 de maio, data do anivers\u00e1rio da assinatura da Lei \u00c1urea, em 1888.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, o Movimento Negro j\u00e1 vinha, desde os anos 70 do s\u00e9culo XX, adotando como marco de discuss\u00e3o da tem\u00e1tica, o dia 20 de novembro &#8211; data que relembra a morte do l\u00edder do quilombo &#8211; Zumbi dos Palmares \u2013 ocorrida, em emboscada, no ano de 1695. Sem outra lideran\u00e7a, Palmares (localizado entre Alagoas e Pernambuco) sobreviveu at\u00e9 1710, quando se desfez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, os quilombolas, nome dado atualmente aos descendentes dos moradores dos antigos quilombos s\u00e3o reconhecidos e suas \u00e1reas demarcadas. Desta forma contribuem com a continuidade da cultura negra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, de acordo com a UNESCO e o Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o, foi a partir da promulga\u00e7\u00e3o da Lei no 10.639\/2003 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educa\u00e7\u00e3o das Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-raciais e para o Ensino de Hist\u00f3ria e Cultura Afro-brasileira e Africana, que estabeleceram-se formas efetivas para o enfrentamento e a elimina\u00e7\u00e3o do racismo e da discrimina\u00e7\u00e3o nos contextos educacional e social. A lei funcionou como uma refer\u00eancia legal, pol\u00edtica e pedag\u00f3gica de valoriza\u00e7\u00e3o do protagonismo da popula\u00e7\u00e3o afro-brasileira na forma\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds bem como da influ\u00eancia da cultura afro na forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. Nesse sentido, Edgar Morin (2005,p.23) destaca que o etnocentrismo e o sociocentrismo nutrem xenofobias e racismos. Em cada cultura, as mentalidades dominantes s\u00e3o etno e socioc\u00eantricas, isto \u00e9, mais ou menos fechadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras culturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Avan\u00e7o significativo foi registrado quando o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o aprovou, em 2009,o Plano Nacional de implementa\u00e7\u00e3o da Lei n\u00b0 10.639\/2003, que estabeleceu metas, tempo e espa\u00e7o de execu\u00e7\u00e3o para a implementa\u00e7\u00e3o dessa legisla\u00e7\u00e3o no tocante \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es dos governos federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, aos N\u00facleos de Estudos Afro- Brasileiros, aos F\u00f3runs de Educa\u00e7\u00e3o e Diversidade \u00c9tnico-Racial, aos sistemas de ensino abrangendo e especificando, conforme<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gomes (2014, p.13), n\u00edveis e modalidades de ensino e a influ\u00eancia da cultura e das variadas representa\u00e7\u00f5es sobre ra\u00e7a e classe, em especial, em \u00e1reas remanescentes de quilombos al\u00e9m de decretar o Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra. A Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), de dezembro de 2009, proclamou &#8211; 2011- como o Ano Internacional dos Afrodescendentes (SILVA e GOES, 2013, p.44). Este marco visou fortalecer a\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses-membros e a coopera\u00e7\u00e3o internacional, al\u00e9m de promover o pleno gozo dos direitos humanos por parte da popula\u00e7\u00e3o de origem africana. No Brasil, a Lei 12.519, de 2011, instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consci\u00eancia Negra. Cabe ressaltar que n\u00e3o se trata apenas de normas e preceitos legais; essas a\u00e7\u00f5es sugerem, ser dever de todos, a luta incondicional pela supera\u00e7\u00e3o do racismo e da discrimina\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-BRASIL.Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Continuada, Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Diversidade e Inclus\u00e3o. Hist\u00f3ria e cultura Africana e afro-brasileira na educa\u00e7\u00e3o infantil. Nilma Lino Gomes (UFMG) Coordenadora. Bras\u00edlia: MEC\/SECADI, UFSCar, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-MORIN, Edgar. Os sete saberes necess\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do futuro.10 ed.S.P:Cortez.Bras\u00edlia,DF: UNESCO.2005.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-SILVA, Tatiana Dias e GOES, Fernanda Lira (org.). Igualdade racial no Brasil: reflex\u00f5es no Ano Internacional dos Afrodescendentes. Bras\u00edlia: IPEA, 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><a href=\"https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-5.jpg\" rel=\"attachment wp-att-4338\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4338 size-large\" src=\"https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-5-1024x256.jpg\" alt=\"unnamed-5\" width=\"1024\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-5-1024x256.jpg 1024w, https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-5-300x75.jpg 300w, https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-5-768x192.jpg 768w, https:\/\/saoluiz.uri.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-5.jpg 1366w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sonia Bressan Vieira-Profa orientadora I\u00e1ra Souza da Rosa-Acad\u00eamica Bolsista Vivemos numa sociedade que pode ser caracterizada como plural, complexa e desigual. 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